Seguro-viagem: segurança em primeiro lugar

Saiba a importância de adquirir esse serviço e garantir que os problemas não atrapalhem a diversão ou os negócios

Tudo pronto para a viagem dos sonhos. As malas já foram feitas, as passagens compradas e o passaporte está praticamente nas mãos. Mas você lembrou-se do seguro-viagem? Da mesma forma que a programação foi planejada é importante se atentar que imprevistos podem acontecer e estar precavido pode impedir que problemas maiores aconteçam. Ao contratar esse serviço, a pessoa está assegurada durante a sua permanência e retorno. Há diversos tipos, conforme o perfil do viajante e se adequando também ao destino. 

O seguro poderá arcar com as despesas médicas em casos de acidentes, oferecer assistência quanto a diárias por atraso de voos, perda, roubo ou danificação de bagagens, entre outros. Alguns serviços oferecem também reembolso em caso de cancelamento prévio da viagem e coberturas para doenças pré-existentes, além de medicamentos, assistência odontológica, extensão de internação hospitalar e de diárias em hotéis, passagem de ida e volta para um familiar. E também há a opção de definir o tipo de viagem – lazer, negócios ou em família. Há tipos para vários perfis: gestantes, idosos, estudantes de intercâmbio, praticantes de esportes radicais ou amadores e até para esportes de neve.

O preço do seguro varia conforme os dias da viagem e o tipo de cobertura contratada. Para adquirir um seguro individual, é importante procurar uma seguradora, por meio de um corretor. O viajante deve escolher qual atende mais as suas necessidades e ficar atento ao o que for estipulado no contrato, como período de cobertura, valores, cláusulas de exclusão de cobertura ou de cancelamento; cobertura a terceiros, se houver.

É importante contratar antes de viajar para não perder nenhum benefício, por isso programe-se com antecedência. É preciso preencher os dados cadastrais, informar o país que ocorrerá a viagem e a idade de quem vai viajar. Passageiros até 70 anos pagam um valor mais em conta do que àqueles acima dessa idade. 

Ao comprar a passagem com cartão de crédito, algumas operadoras oferecem um serviço de seguro-viagem. Nesse caso, a operadora do cartão deve fornecer a apólice do seguro para que a pessoa saiba o que contratou. Dessa forma, pode ser desnecessária a contratação de outro seguro. 

Alguns países europeus exigem que o turista tenha um seguro-viagem com cobertura mínima de 30 mil euros. Brasileiros que contribuem para o INSS tem direito a assistência médica gratuita no sistema público de saúde em alguns países como Portugal, Espanha, Argentina, entre outro. Para isso, antes de viajar é preciso retirar o Certificado de Direito a Assistência Médica Durante Estadia Temporária (CDAM).

Para utilizar o seguro, o viajante deve ligar para solicitar qualquer tipo de assistência que esteja na apólice. Geralmente, eles aceitam ligação a cobrar.  Após explicar a situação, o seguro tem que providenciar o que for necessário, seja consulta médica ou internação. Já em emergências, a seguradora pode enviar um médico até o local ou se for encaminhado para um hospital, cabe a ela assumir todas as questões burocráticas. Em alguns casos, as despesas são pagas pelo turista e depois eles são reembolsados, ao apresentarem o comprovante.

Não se esqueça de carregar com você o número do telefone da central de atendimento da seguradora. E ao escolher, prefira aquelas que oferecem atendimento 24h e em português. Se alugar um carro, informe-se sobre o seguro do veículo e a cobertura para danos terceiros, que não estão inclusos no seguro-viagem.

Se tiver dúvidas em relação ao seguro-viagem, entre em contato com a Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), que é o órgão do governo federal responsável pelo controle e fiscalização do mercado de seguros.

Samantha Quirino Cerquetani

Pé na Estrada