Cuidados com o seu pet na hora de viajar

Deixá-lo ou levá-lo?

As férias já estão pagas e planejadas, mas ainda não sabe o que fazer com o seu bichinho de estimação? Está na dúvida entre deixá-lo ou levá-lo? Para auxiliar nesta decisão, fizemos uma análise das inúmeras opções para cada situação.

Caso opte por viajar com o bichinho no carro saiba que não há leis específicas de como transportá-lo, mas o Código de Trânsito Brasileiro proíbe que o motorista o carregue no colo e em caçambas de caminhonete. Entretanto, o ideal é adquirir caixas específicas para o transporte do pet, o prendendo com o cinto de segurança, evitando que ele seja arremessado para fora do veículo em casos de acidentes ou frenagens bruscas. Há ainda cintos de segurança específicos para o tamanho do seu amigo de quatro ou duas patas. O mais importante é não transportá-lo totalmente solto, pois ele pode pular pela janela, podendo provocar acidentes na pista. Por não estarem acostumados a fazer longos trajetos de carro alguns podem enjoar durante longas viagens. Sendo assim, é importante solicitar a prescrição prévia de alguém remédio com o veterinário para emergências. Outra dica importante é alimentar seu animal até, no máximo, três horas antes de pegar a estrada, pois evitará que ele enjoe com o balanço do carro. Evite também oferecer comida a ele no caminho, mas dê sempre água para o manter sempre hidratado e, se possível, faça pausas entre duas ou três horas para que ele possa caminhar um pouco e também fazer suas necessidades.

Outra dica é adquirir uma coleira e anotar todas as informações de identificação e contatos telefônicos para casos de fugas. Afinal, você e seu pet irão para uma região desconhecida.

No caso de viagens aéreas ou de ônibus, animais, como cães e gatos, podem transitar no país sem a necessidade da Guia de Trânsito Animal (GTA), porém, é obrigatório obter atestado de saúde emitido por um veterinário inscrito no Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV). Já para outras espécies, como aves, coelhos, furões ou iguanas, é obrigatória a GTA, expedida por veterinário habilitado pelo Ministério da Agricultura ou pelo órgão executor da defesa sanitária nos estados. No caso de espécies silvestres, é necessária autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama).

Tanto no avião quanto no ônibus, os pets devem ser obrigatoriamente transportados em caixas de transporte específicas. É importante consultar as normas de cada empresa antes de programar a viagem, pois para as internacionais é preciso obter o Certificado Zoossanitário Internacional (CZI), emitido pelo país de origem, as quais devem estar de acordo com as exigências sanitárias do país de destino.

Mas se você for optar por deixá-lo e não tiver um parente, amigo ou vizinho para cuidar diariamente do animal, então será necessário contratar um profissional especializado para os cuidados corriqueiros, como abastecer os recipientes com água, alimentos, limpar as fezes e urina e, no caso de cães, passear com ele. Esses profissionais cobram por dia e as taxas podem variar de 40 reais a 100 reais. É útil também deixar brinquedos para que o pet se distraia e verificar se o cuidador tem prática para administrar medicamentos nos animais, caso seja necessário.

Outra opção, mais cara, mas que promete conforto tanto para os bichos quanto para seus donos são os hotéis, que cobram a partir de 60 reais a diária. Na maioria deles, os pets ficam soltos e possuem piscinas e quartos individuais. Em alguns, há ainda serviço de câmera, o que proporciona aos donos visualizarem como seus melhores amigos estão sendo tratados enquanto todos estão passando as férias longe de casa.

Atualmente, há cuidadores que também recebem os animais em suas casas, o que evita pessoas desconhecidas entrando e saindo da residência enquanto a família está fora. Em todos os casos é importante obter referências dos cuidadores e também dos hotéis para excluir qualquer possibilidade de estresse, mesmo que passageiro, nos bichanos. Vale mencionar que a separação durante as férias da família já ocasionam diferenças no cotidiano dos peludos e se os mesmos forem maltratados, o trauma poderá dificultar outros passeios, sejam eles de longa ou curta duração.

Outras medidas imprescindíveis são a verificação da validade das vacinas para que não passar ou contrair doenças. A caixa de transporte devem ser bem ventilada e ter dimensões suficientes para permitir que seu animal fique em pé, deite e dê uma volta em torno de si mesmo. É importante que, aos poucos, o pet seja inserido na caixa para não estranhar no dia da viagem. Fazer pequenos passeios pelo bairro, de carro, fará com que ele se acostume ao poucos e não se enfureça no longo percurso.

Tarcila Zonaro

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